
O título, creio eu, não vai ter nada a ver com as paçocas que irei escrever desse ponto em diante, mas como a forma – e o contexto – que tais palavras foram pronunciadas aqui nesse meu quarto republicano me soaram perfeitas para um título de post, mesmo não fazendo muito sentido, irei colocar esse mesmo.
Já faz pelo menos uma semana que estou ensaiando algo para postar no blog, porém, a velocidade alucinante com que os pensamentos vêm da mesma forma que vão não me permitiu gravar na mente todas as viagens que andam passando pela minha cabeça. De uma forma geral, andei me machucando física e psicologicamente nos últimos dias, o que me fez parar para pensar o porquê de tal tortura. O machucado físico foi um acidente, bem dolorido por sinal, que ninguém poderia prever. Fiquei perdendo meu precioso sangue pelo calcanhar durante grande parte de uma balada, e o que me consola é que pelo menos na hora eu nem senti nada, graças aos efeitos anestésicos do famoso álcool. O machucado psicológico também teve a participação do dito cujo do álcool, só que dessa vez ele anestesiou o bom senso e a razão, me deixando completamente indefesa contra as minhas besteiras cotidianas. É fato que o final de semana foi uma merda.
E quando eu pensei que a semana iria me ocupar com coisas mais úteis que me fizessem esquecer dos problemas álcool-baladistícos, eis que eu estava certa em uma coisa. Realmente fui ocupada com muitas outras coisas, mas estas não conseguiram fazer com que meus devaneios cessassem. Fui tomada por um nível de abstração elevado nos últimos tempos, e está me custando um bom esforço para retornar meus pés o mais perto do chão possível.
O negócio é o seguinte então: não liguem se eu parecer desconexa, disser frases aleatórias, ficar com cara de paisagem (ou de merda) durante o dia inteiro. Estou tendo bad days seguidos, minha auto-estima resolveu passear por aí e me esqueceu pra trás e os neurônios se recusam a seguir qualquer raciocínio lógico. A lua não anda na fase de melhor influência pra essa criatura que vos escreve.
ps¹: a palavra merda não existe no dicionário do meu word, portanto, acabei de adiciona-la, porque a merda faz parte do meu vocabulário – e acontecimentos – diários.
ps²: “a consciência é a parte da psique que se dissolve no álcool.”
ps³: o título realmente não teve nada a ver com a paçoca, considerando que ele surgiu de uma piada interna de humor negro-vingativo.
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