domingo, 27 de setembro de 2009

Lá se vai a baranga pré-fabricada


Mais um domingo moroso vai acabando, com direito à almoço beneficente e algumas hora de inutilidades na frente do computador. Horas estas que deveriam ter sido gastas fazendo um dito cujo de um resumo, porém...
Anyway, o fato da vez é que eu não estou me sentindo muito eu ultimamente, sacou?! Mas o complicador é que eu não descobri se a Fernanda que eu quero encontrar é a aquela de antes do intercâmbio (tudo bem, essa eu sei que não quero, era muito insossa), aquela do período pós-intercâmbio e cursinho (uma fer que estava reavaliando seus interesses) ou a Fernanda faculdade (aquela que chutou o pau da barraca). Sinceramente, não sei.
E acrescente a isso minha sensação de inutilidade completa como ser humano.

A embaixada brasileira em Honduras é sitiada, tropas americanas se preparam para se instalarem na Colômbia, o Oriente Médio ainda está aquele caos costumeiro, pessoas morrem de fome no continente africano, a avaliação do meu curso de Relações Internacionais na minha faculdade caiu de 4 para 3 estrelas no guia do estudante, o mundo continua cheio de problemas realmente importantes, etc, etc, etc. Enquanto tudo isso acontece nesse mundão de deus afora (sim, deus com letra minúscula), estou eu acá, imersa no meu egocentrismo, querendo que todo o resto se foda, e lamentando que meus problemas são o fim do mundo (apesar de saber que são medíocres, na verdade).

Uma puta sensação de alienação me aponta o dedo na cara agora e me diz sem rodeios: “você é mais um produto do sistema!” (andei estudando sobre Marx na faculdade ultimamente, apesar de não ter absorvido tudo que eu deveria e gostaria sobre ele). Daí a verdade descarada me vem a tona, e mostra, também apontando o dedo na minha cara (coisa que eu odeio, por sinal), que eu só comprei aquele vestidinho lindo e colorido para manter o status quo; ela diz também que muitas das coisas que venho fazendo e maneiras que tenho agido são somente para ser aceita, manter (ou alcançar) a popularidade, ser “gostada” por aqueles que agüentam minha cara todo dia.
Enfim, me sinto como uma Susy tentando ser a Barbie! Uma plastificação da minha humanidade/esquisitice/fernandice/floquice. Mais uma mente pré-fabricada.

Sai da caixa Susy, e assume o cabeção!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A vingança do Yasmim



O título, creio eu, não vai ter nada a ver com as paçocas que irei escrever desse ponto em diante, mas como a forma – e o contexto – que tais palavras foram pronunciadas aqui nesse meu quarto republicano me soaram perfeitas para um título de post, mesmo não fazendo muito sentido, irei colocar esse mesmo.
Já faz pelo menos uma semana que estou ensaiando algo para postar no blog, porém, a velocidade alucinante com que os pensamentos vêm da mesma forma que vão não me permitiu gravar na mente todas as viagens que andam passando pela minha cabeça. De uma forma geral, andei me machucando física e psicologicamente nos últimos dias, o que me fez parar para pensar o porquê de tal tortura. O machucado físico foi um acidente, bem dolorido por sinal, que ninguém poderia prever. Fiquei perdendo meu precioso sangue pelo calcanhar durante grande parte de uma balada, e o que me consola é que pelo menos na hora eu nem senti nada, graças aos efeitos anestésicos do famoso álcool. O machucado psicológico também teve a participação do dito cujo do álcool, só que dessa vez ele anestesiou o bom senso e a razão, me deixando completamente indefesa contra as minhas besteiras cotidianas. É fato que o final de semana foi uma merda.
E quando eu pensei que a semana iria me ocupar com coisas mais úteis que me fizessem esquecer dos problemas álcool-baladistícos, eis que eu estava certa em uma coisa. Realmente fui ocupada com muitas outras coisas, mas estas não conseguiram fazer com que meus devaneios cessassem. Fui tomada por um nível de abstração elevado nos últimos tempos, e está me custando um bom esforço para retornar meus pés o mais perto do chão possível.
O negócio é o seguinte então: não liguem se eu parecer desconexa, disser frases aleatórias, ficar com cara de paisagem (ou de merda) durante o dia inteiro. Estou tendo bad days seguidos, minha auto-estima resolveu passear por aí e me esqueceu pra trás e os neurônios se recusam a seguir qualquer raciocínio lógico. A lua não anda na fase de melhor influência pra essa criatura que vos escreve.

ps¹: a palavra merda não existe no dicionário do meu word, portanto, acabei de adiciona-la, porque a merda faz parte do meu vocabulário – e acontecimentos – diários.
ps²: “a consciência é a parte da psique que se dissolve no álcool.”
ps³: o título realmente não teve nada a ver com a paçoca, considerando que ele surgiu de uma piada interna de humor negro-vingativo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Torrando neurônios


“O problema é que a gente pensa demais...”. Foi o que eu disse a uma amiga enquanto discutíamos as diferenças de cabeça entre as áreas de humanas, exatas e biológicas. Continuo achando que realmente nós, de humanas, pensamos demais. Pensamentos talvez desnecessários, achando sempre complicações em tudo, sempre uma outra alternativa, ou, no popular, estamos sempre na eterna procura do pêlo na casca do ovo.
Já é dito que não se posicionar é também tomar uma posição, e essa idéia me incomoda muito ainda. No começo eu ficava mais confortável em pensar que minha falta de posicionamento claro – leia-se minha inconstância e confusão – era também um meio de me encaixar dentro de alguma discussão. Mas agora o incomodo aumentou, e essa válvula de escape não me parece mais tão reconfortante.
Minhas utopias me parecem cada dia mais utópicas, e quanto às minhas vontades, planos, decisões, também não consigo completar da forma que gostaria. Eu fugi tanto do óbvio, da rotina, da disciplina, que agora parece quase impossível recupera-los, ao mesmo tempo em que tenho a impressão de que o que eu realmente fiz foi me acomodar de vez com todos eles. A semana passa e eu não consigo dar conta de tudo que tenho que fazer, pelo menos não da forma que eu sempre planejo. Estou levando os compromissos e as obrigações nas coxas, como diria minha avó.
E é quando eu já não vejo mais solução que eu faço exatamente isso, escrevo, ou melhor, vomito minhas caraminholas em forma de textos que provavelmente ninguém mais, além de mim, irá ler. E mesmo se ler, não vai entender, e vai me chamar de louca e ridícula. Talvez eu seja mesmo uma louca ridícula que acha que tem potencial para alguma coisa que ainda não descobriu. Eu só queria que esses ímpetos de iniciativa e força de vontade durassem mais do que as horas que eu gasto dentro do ônibus e andando de um compromisso para outro.
Estou com uma daquelas vontades de dormir três dias seguidos, e só levantar para sair pra algum lugar onde eu possa ouvir música, beber e achar que a vida é bela e a juventude eterna. Sinceramente, preciso de injeções de cafeína e ânimo – ou talvez coragem – na veia. “E algum veneno anti-monotonia, e algum remédio que me dê alegria...”, ótimas palavras Cazuza.

domingo, 6 de setembro de 2009

Sanidade à parte...


Véio, ando muito louca ultimamente. Mais do que normalmente sou, se é que isso é possível. É uma mistura de não sei lá oquê, piripaques, siricoticos e muita bizarrice. Louco, não?
Andei reparando também que uma certa galera, quando na hora de se despedirem de mim no msn, vem com aquelas frases do tipo: te cuida, juízo e afins. Será que eu ando tão destrambelhada assim a ponto do povo reparar? Sei lá. Aliás, nesses dias eu não sei de nada, nem por onde andam minhas caraminholas.
Eu quero e não quero. Eu sinto e não sinto. Não sei se caso ou se compro uma bicicleta. Aliás, andei realmente pensando em comprar uma bike pra mim, pra ver se eu animo de pedalar os 5 km que separam minha república da faculdade. Mas, é claro, foi uma idéia passageira, pois logo em seguida eu cai na real e assumi pra mim mesma que, é claro, bastaria uma ida de bicicleta até o campus para que na volta eu desse um jeito de enfiar eu e bicicleta dentro do busão e ficar pensando durante todo o caminho quantos passes de ônibus daria pra comprar com a grana que gastei na dita cuja da bicicleta.
Depois do desvario da bicicleta, eu embarquei em outra viagem, também durante a meia hora de passeio dentro de um meio de transporte público, cujo vulgo é busão. A questão que me surgiu foi a das nuvens. É, nuvens, aquelas bolotas de algodão que sobrevoam nossas cabeças todo santo dia, e nem sempre reparamos nelas. Fiquei indignada e brava comigo mesma por não reparar no céu como eu costumava fazer nos tempos de moçoila. Entrou pra minha não tão pequena lista de metas para a vida: olhar mais frequentemente para o infinito e além, também conhecido como céu e firmamento.
O caso é que o chocolate e o litro e meio de coca-cola ingeridos este final de tarde fizeram efeito madrugada adentro, e a danada da insônia se agarrou ao meu pescoço. Felizmente nada é eterno, e os efeitos da cafeína está começando a passar, fazendo com que o sono me nocauteie já já.
Blá blá blá. Por hoje é só pessoal!

“respira fundo e vai!”

“todos os homens são doidos e, apesar das precauções, só diferem entre si em virtude das proporções…”