
Mais um domingo moroso vai acabando, com direito à almoço beneficente e algumas hora de inutilidades na frente do computador. Horas estas que deveriam ter sido gastas fazendo um dito cujo de um resumo, porém...
Anyway, o fato da vez é que eu não estou me sentindo muito eu ultimamente, sacou?! Mas o complicador é que eu não descobri se a Fernanda que eu quero encontrar é a aquela de antes do intercâmbio (tudo bem, essa eu sei que não quero, era muito insossa), aquela do período pós-intercâmbio e cursinho (uma fer que estava reavaliando seus interesses) ou a Fernanda faculdade (aquela que chutou o pau da barraca). Sinceramente, não sei.
E acrescente a isso minha sensação de inutilidade completa como ser humano.
A embaixada brasileira em Honduras é sitiada, tropas americanas se preparam para se instalarem na Colômbia, o Oriente Médio ainda está aquele caos costumeiro, pessoas morrem de fome no continente africano, a avaliação do meu curso de Relações Internacionais na minha faculdade caiu de 4 para 3 estrelas no guia do estudante, o mundo continua cheio de problemas realmente importantes, etc, etc, etc. Enquanto tudo isso acontece nesse mundão de deus afora (sim, deus com letra minúscula), estou eu acá, imersa no meu egocentrismo, querendo que todo o resto se foda, e lamentando que meus problemas são o fim do mundo (apesar de saber que são medíocres, na verdade).
Uma puta sensação de alienação me aponta o dedo na cara agora e me diz sem rodeios: “você é mais um produto do sistema!” (andei estudando sobre Marx na faculdade ultimamente, apesar de não ter absorvido tudo que eu deveria e gostaria sobre ele). Daí a verdade descarada me vem a tona, e mostra, também apontando o dedo na minha cara (coisa que eu odeio, por sinal), que eu só comprei aquele vestidinho lindo e colorido para manter o status quo; ela diz também que muitas das coisas que venho fazendo e maneiras que tenho agido são somente para ser aceita, manter (ou alcançar) a popularidade, ser “gostada” por aqueles que agüentam minha cara todo dia.
Enfim, me sinto como uma Susy tentando ser a Barbie! Uma plastificação da minha humanidade/esquisitice/fernandice/floquice. Mais uma mente pré-fabricada.
Sai da caixa Susy, e assume o cabeção!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário