sábado, 26 de março de 2011

Enfim, ela chegou


E aí que o que eu achava que poderia ser calhou de ser mesmo. Gastrite. Possivelmente, nervosa.
Minhas náuseas encontraram respaldo clínico para sua existência, e a partir de agora, o café tem que ser comedido, e a coca cola terá dias certos para ser ingerida.
Meus vícios encontraram um impedimento, bem dolorido, por sinal.
Minhas matutações se tornaram físicas, e agora vão caminhar de mãos dadas com o omeprazol, além da neosaldina, velha amiga.

E me vejo parada em algum lugar não familiar, com o estômago doendo, um sono insistente e muita coisa por fazer.
Já vi paisagens bem melhores que essa, e isso me faz lembrar que ainda existe algo mais além de gastrites e dores de cabeça.
Contemplo aquilo que queria ser, e fazer, e comparo com o que sou e o que faço. Sei lá, vai ver nem é tão diferente assim, vai ver eu só não consegui desembaçar as vistas ainda.
Aí eu penso, me arrependo (será?), procuro uma fé para me agarrar. E lembro das coisas melhores que já me aconteceram.
E olha, isso tudo acontecendo aqui num vale nem um terço dessa gastrite.
Vou arrecadar dinheiro das respectivas partes pra pagar o omeprazol.

domingo, 20 de março de 2011

Me diz, por que dessa maneira?

E o mundo desaba da mesma maneira que as outras vezes. A comida entalou na garganta, o estômago se recusa a recebe-la. Um mal de Parkinson repentino ataca, impedindo que as mãos, pernas e corpo obedeçam a razão. Será que realmente tem que ser assim? Qual o propósito do soco no estômago tão repetidas vezes? Eu queria só uma explicação, só uma, boa ou ruim, certa ou errada, mas que seria melhor do que ficar chutando o vazio, melhor do quê continuar assim, sem entender.