quinta-feira, 28 de abril de 2011

Aristóteles, Kant, a tal da Ética e essa chuva boa pra dormir.

"A vida de atividade conforme à virtude é aprazível por si mesma, pois o prazer é um estado da alma, e para cada homem é agradável aquilo que ele ama;". Ética à Nicômaco, p.29.

"(...) e assim a boa vontade parece constituir a condição indispensável do próprio facto de sermos dignos da felicidade." Fundamentação da Metafísica dos Costumes, p. 22.




A felicidade [ eterna busca por] é o fim maior de tudo?

Alguém me ensina a praticar essa tal de virtude e boa vontade, quem sabe ainda exista uma esperança.





Vamos dormir porque com essa chuva é a coisa mais certa a se fazer.

sábado, 26 de março de 2011

Enfim, ela chegou


E aí que o que eu achava que poderia ser calhou de ser mesmo. Gastrite. Possivelmente, nervosa.
Minhas náuseas encontraram respaldo clínico para sua existência, e a partir de agora, o café tem que ser comedido, e a coca cola terá dias certos para ser ingerida.
Meus vícios encontraram um impedimento, bem dolorido, por sinal.
Minhas matutações se tornaram físicas, e agora vão caminhar de mãos dadas com o omeprazol, além da neosaldina, velha amiga.

E me vejo parada em algum lugar não familiar, com o estômago doendo, um sono insistente e muita coisa por fazer.
Já vi paisagens bem melhores que essa, e isso me faz lembrar que ainda existe algo mais além de gastrites e dores de cabeça.
Contemplo aquilo que queria ser, e fazer, e comparo com o que sou e o que faço. Sei lá, vai ver nem é tão diferente assim, vai ver eu só não consegui desembaçar as vistas ainda.
Aí eu penso, me arrependo (será?), procuro uma fé para me agarrar. E lembro das coisas melhores que já me aconteceram.
E olha, isso tudo acontecendo aqui num vale nem um terço dessa gastrite.
Vou arrecadar dinheiro das respectivas partes pra pagar o omeprazol.

domingo, 20 de março de 2011

Me diz, por que dessa maneira?

E o mundo desaba da mesma maneira que as outras vezes. A comida entalou na garganta, o estômago se recusa a recebe-la. Um mal de Parkinson repentino ataca, impedindo que as mãos, pernas e corpo obedeçam a razão. Será que realmente tem que ser assim? Qual o propósito do soco no estômago tão repetidas vezes? Eu queria só uma explicação, só uma, boa ou ruim, certa ou errada, mas que seria melhor do que ficar chutando o vazio, melhor do quê continuar assim, sem entender.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Feliz ano velho

Hoje eu queimei meu dedo na panela enquanto esquentava as sobras do almoço na casa da tia pra jantar. Os milésimos de segundos que permaneci com o indicador da mão direita encostado na panela foram suficientes pra arder - muito- e fazer uma bolha de formato alongado no dito cujo do dedo.
Mas a queimadura não é nada quando comparada ao choque que eu levei dias desses. Não, não foi da tomada, nem foi aqueles choques de encostar nas outras pessoas, foi choque da cerca elétrica mesmo. Sim, eu consegui a proeza de levar um choque da cerca elétrica, e nem tentando pular o muro eu estava! Fui limpar a piscina, com aquele coador gigante, e daí que o cabo do coador da piscina é de metal e muito longo, e eu obviamente não lembrei das aulas de química (ou seriam de física?) sobre condutores de energia. Encostei o cabo longo de metal na graciosa cerca elétrica, acidentalmente, claro. Agora imaginem a cena, com direito a um grito. Fiquei o resto do dia com um gosto estranho na boca, tipo, como se eu tivesse chupado um prego ou sei lá.
Também me cortei com caco de vidro, ralei e torci o tornozelo, tudo isso no mesmo dia(noite) e no mesmo pé. Estou com um roxo no joelho que insiste em continuar roxo, e já faz uma semana. Tenho tido dores de cabeça constantes, e eventualmente meu estômago se contorce me impedindo de comer.
Assim, eu acho que já tive férias melhores. Mas afinal, o ano tá só começando.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Continuar; pois é.




Não, eu não sei o que escrever, eu só quero é escrever e ponto. Talvez se eu escrever esse enjôo constante passe, assim como a dor de cabeça, constante também. Ou quem sabe escrevendo eu descubro o que fazer das férias, da casa, da cidade, da vida.
O ano de novo não tem nada, tudo igual, tudo me causando náuseas. E algo me leva a crer que estou a meio caminho de desenvolver uma gastrite nervosa.
E pra ajudar esse calor de fritar ovo no asfalto só me faz querer fugir. E mais uma vez, como sempre é e deve ser, eu não sei o que vai se suceder comigo nesse ano. Tenho que me formar, tenho que estagiar, tenho que fazer TCC, tenho que socializar, tenho que sorrir, tenho que resolver os problemas dentro/fora de casa. Daí que eu não sei como fazer tudo, nem por onde começar.
Alguém aí me passe um café quente e uma coca-cola gelada. Fico nervosa e quero cafeína. Fico nervosa e quero estrangular alguém. Fico nervosa e fico repetitiva. Fico nervosa e quero por pra fora do estômago tudo aquilo que nem entrou.
Mas sabe, a vida é isso aí, é cheia de perrengues pra gente não se entediar. Assim, feliz de fato eu não estou, mas estou trabalhando pra ser, juro que estou. O que tá difícil é carregar algumas pessoas comigo nessa tarefa. Mas vai dar certo, tem que dar né!? Afinal, eu também mereço! Não posso viver só de despedidas e choros doídos, nem só de problemas sem solução.
Uma temporada de sorrisos tem que vir. De sorrisos, abraços e cappuccinos gelados – pra enfrentar o calor do verão.
Então, é isso. Não entendi direito o quê, mas é isso.
E não, não tenho sido clara ao me expressar. Nem eu ando me entendendo.