domingo, 22 de novembro de 2009

Adeus, portanto. (Até logo seria melhor).


Fui levar minha amiga na rodoviária hoje, depois da visita feita por ela na república dessa pessoa que vos escreve, depois de quase dois anos convidando ela para vir, depois de muitos pedidos para o pai dela deixá-la vir. Uma amizade de 13 anos, que conste em ata, por favor.
Não fui a única a me despedir de alguém naquela hora, afinal, depois de um feriado prolongado é entendível e justo que as pessoas viagem para visitar outras pessoas. A minha amiga eu sei que vou vê-la quando for para casa nos finais de semana. Vou vê-la nas férias, e se tudo der certo a verei também muitas vezes aqui nessa mesma república, vindo me visitar. O fato é que muitas daquelas pessoas que também se despediam talvez demorem muito tempo até se reencontrarem. Meses, anos, vai saber.
Eu, pessoalmente, sei o quão triste e dolorido pode ser uma despedida, principalmente se você sabe que o reencontro é incerto, e que talvez possa nunca acontecer. Seja porque a pessoa mora longe – como do outro lado do atlântico, por exemplo -, seja porque não se há tempo nem dinheiro o bastante para viajar sempre, ou seja porque você brigou com a pessoa e não gostaria de vê-la mais. Mesmo no caso da briga, a saudade aperta, pois como se costuma dizer por aí, só perdemos tempo brigando com quem realmente nos importamos. Fato, pelo menos para mim.
Aquela cena de despedidas inúmeras me fez matutar sobre o assunto o caminho inteiro de volta pra casa. Foram durante essas matutações que reparei uma coisa que me deixou, no mínimo, triste e nostálgica. Pessoas que eu gosto acabam indo pra longe. Muito longe, normalmente. E pior do que isso, as vezes só percebo o quanto vou sentir falta da pessoa quando ela está prestes a partir, ou quando já partiu.
Partida é uma coisa foda mesmo! Parte a pessoa, com ela as lembranças e a certeza de uma puta saudade que vai te perseguir dali pra frente, e parte principalmente o coração.
Eu queria muito ter coragem pra procurar as pessoas que partiram da minha vida pra dizer o quanto eu sofro com a saudade. Não de uma forma ruim, mas aquela saudade que me faz lembrar a todo instante das horas maravilhosas que compartilhei com pessoas inesquecíveis. Queria ter coragem também de pedir aqueles prestes a partir para que ficassem, pois sentirei imensamente sua falta, me tornando assim a pessoa mais egoísta do mundo, querendo que todos aqueles que amo fiquem comigo sempre, forever and ever!
É a saudade que me consome; é a SAUDADE e toda sua singularidade que me fazem perceber o quanto eu adoro certas pessoas. É a SAUDADE que me faz agradecer por aqueles que passam pela minha vida.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Eu tô tentando!


Juro que estou sim! Tentando ler mais, estudar mais, me interessar mais, cuidar mais da minha saúde. Mas sinceramente, às vezes bate aquela vontade de jogar tudo para o alto e sair correndo sem rumo. Estou principalmente tentando conter meus desejos, e para isso tenho usado muito a razão, a força de vontade e o auto-controle. Confesso, tá difícil pacas!!
Então queria agora e aqui me desculpar, não com essa ou aquela pessoa, mas comigo mesma. Me desculpar por estar sendo tão desleixada com meus planos, me desculpar pela baixa resistência que tem me feito ir ao hospital várias vezes nos últimos tempos, queria também pedir desculpas por às vezes falar demais, e às vezes não falar, justamente quando mais se precisa das palavras. Peço desculpa também por deixar a tristeza tomar conta, por perder as oportunidades de deixar alguém gostar de mim, por ser rude com as pessoas às vezes e por falar mal de outros seres humanos.
Desculpas por me deixar abater, por não saber o que fazer, por ter medo de lutar. Desculpe-me por ser tantas vezes egoísta, carrancuda e preguiçosa.
Sei que pedir desculpas não resolve muita coisa, não muda o mundo nem as minhas atitudes de um dia para o outro. Mas desculpar-se é uma forma de mostrar que eu sei que tenho negligenciado muita coisa, e principalmente é minha forma de dizer que preciso de ajuda.
Eu quero achar graça na chuva novamente, e não me irritar com ela. Eu quero dar risadas dos meus tropeços e topões, e não amaldiçoar o chinelo ou a quina da mesa. Eu quero de volta muitas coisas, e quero muitas coisas novas também.
Sendo assim, me desculpe, me ajudem e tragam de volta os sonhos bons!!