quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O primo distante do Mickey - Parte I


Estava eu acá interneteando no domingo de dia dos pais, depois de encarar um daqueles almoços obesos de família, e não sei por que cargas d’água me lembrei de um episódio, bem longo por sinal, que me sucedeu no primeiro semestre. A odisséia do rato! E já que não estava fazendo nada realmente de útil, resolvi narrar aqui o tal episódio.
Tudo começou em uma bela e fria noite francana, minutos antes de começar o churrasco de estréia da república onde moro. No momento em que a churrasqueira estava sendo acesa, eis que sai um exemplar de roedor de dentro da dita cuja, dribla algumas pernas pelo caminho, até desaparecer no corredor rumo à porta da rua. Esse foi só o começo.
Algumas semana depois, estou eu a colocar ração para a nossa tsunami de estimação, durante a noite, e na volta para a cozinha lá estava a pequena criatura, encurralada na porta do corredor por mim e pela tsunami (que por sinal nem notou a presença do pequeno mickey mouse no caminho). Pra falar bem a verdade, foi eu que me senti encurralada, apesar de ser umas cem vezes maior que o bichinho. E não é que o dito cujo conseguiu se espremer pelo vão do portãozinho e fugir, vão esse que pelos meus cálculos não tem mais que 1 cm e meio. Ninja esse rato, não?
Depois dessa segunda aparição do ratinho, não pense que suas peripécias acabaram. Sua próxima proeza me causou muita indignação devido ao atrevimento do pequeno roedor. Foi depois de uma noite de festejos, não me lembro agora onde, na qual eu voltei pra casa antes das meninas, coloquei pijama, escovei os dentes, me acomodei na cama com o laptop no colo e avistei duas orelhas de mickey me encarando perto da porta. Sim, duas orelhinhas de roedor, que por alguns instantes até que me pareceram simpáticas (talvez seja pelo fato de terem me lembrado o mickey, ou então pelo efeito do álcool na corrente sanguínea). Mas esses foram instantes muito breves, seguidos pela reação de agarrar o edredom e travesseiro com um braço, o laptop com o outro, e sair o mais rápido possível do meu aconchegante quarto. E o pior de tudo foi ninguém ter acreditado na minha visão, alegando que eu estava bêbada e que na verdade eu tinha visto uma lagartixa. É, uma lagartixa peluda e que parecia com o Mickey Mouse! A única que acreditou em mim foi a nossa bixete (caloura), que alegou ter visto o rabo do ratinho safado. Mas isso não me deu mais créditos, pois ela também estava igual ou pior no grau do que eu.
Atalhando a história, e percorrendo algumas semanas depois, quando até eu mesma estava quase me convencendo de que o que tinha visto era só uma lagartixa bizarra ou talvez uma ilusão de óptica, eis que uma de minhas companheiras de república faz uma descoberta que acarretaria na segunda parte da história, vestígios de que realmente um roedorzinho habitava nosso lar doce lar: seus pacotes de biscoitos estavam roídos e havia fezes de rato dentro do guarda roupa!
To be continued...

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