Final de semestre, mais uma vez. Fui lá e deixei tudo pra última hora, mais uma vez. Comprei mais café, mais remédio pra dor de cabeça e o de cólica também. Fiz um cronograma que não segui, mais uma vez. Fiz as provas, alguns dos trabalhos, e estou por fazer os outros, afinal, já é dezembro e eu quero férias – ou não.
Chorei mais uma vez, pelo mesmo motivo que das últimas outras vezes. Passou, até porque o motivo quer que tudo volte a ser como antes, como no tempo que eu não chorava. Ainda não dá pra fazer isso, porque eu descobri e lembrei que ainda tenho vontade de chorar, às vezes, pelo tal do motivo. Enfim, acho que não passou.
Estou irritada, final de semestre. Não quero mais isso onde estou, pois me irrita. Me dá dor de cabeça e ânsia de fugir.
Frases curtas. Muitos pontos finais. É que eu precisava rabiscar um pouco, sem florear tanto. Sem conectores, sem encher de verbos e advérbios. Só o infinitivo. Infinito, mas não dura. Daí que eu ainda tenho os trabalhos pra fazer, e final de ano sempre acumula problemas.
É muito tempo, ou quase nada. O último ano de faculdade tá aí, e eu com orientador já. Não realizo que é último, não parece ser já agora depois desse ano novo. Sabe, de tanto pensar parece que eu não sei, não sei de nada, não penso nada e ninguém me escuta e ninguém me entende.
Me deixa fugir em paz, só isso. Eu não quero mais brincar de ficar irritada e desesperada. Também não quero mais chorar. Talvez tenha chegado a hora do sim, ou do não. Tem que ir, ficar assim é que não dá. E o talvez também perturba, mesmo sendo melhor que um não.
Assim, vou passar mais um café, pra acordar. Mas só amanhã de manhã, porque agora eu quero dormir.
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